quinta-feira, 5 de maio de 2011

Salvador é líder em mortes por arma de fogo


ATUALIZADA EM: 05/05/2011 às 22:35 


fonte jornal atarde

Armas apreendidas em Eunápolis, que registrou 16 homicídios entre janeiro e março
Armas apreendidas em Eunápolis, que registrou 16 homicídios entre janeiro e março
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou nesta quinta-feira, 5, um estudo sobre a incidência da violência armada no Brasil que põe Salvador como a capital líder em percentual de homicídios causados por armas de fogo.
Segundo dados preliminares de 2009, do Ministério da Saúde, utilizados na Pequisa, 93,6% dos homicídios na capital baiana foram causados por arma de fogo, uma elevação em relação a 2007 e 2008, quando foram apontados percentuais de 88,2% e 92,6%, respectivamente.
Em relação aos estados, a Bahia (81,3%) fica na lista das quatro unidades líderes em mortes por arma de fogo, atrás apenas de Alagoas (83,3%), Paraíba (80,5%) e Rio de Janeiro (80,1%).
Na conclusão do estudo, a situação da capital baiana é apontada como “caótica”, sendo que ainda figura entre as sete capitais (Salvador, João Pessoa, Belém, Natal, Manaus, São Luís e Goiânia) nas quais os índices se elevaram entre 2008 e 2009.
Em 2009, foram 35.556 homicídios ocasionados por arma de fogo no Brasil, o que corresponde a 71,2% dos casos, com média de 97 mortes por dia. “É um contexto de guerra em um País que não está em guerra, mas que tem 16 milhões de armas de fogo circulando pelas mãos da população, de formas legal e ilegal”, lê-se na conclusão.
A TARDE buscou ouvir nesta quinta o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, e o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, para repercutir a pesquisa. Não houve retorno até o fechamento desta matéria.
“Assustadores” -  O pesquisador do Laboratório de Estudos de Segurança Pública, Cidadania e Solidariedade (Lassos) e professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Luiz Lourenço classificou os números como “assustadores”.
Ele aponta a necessidade de as pessoas tomarem consciência de que possuir arma de fogo apenas aumenta a violência. “Mas, na Bahia, ainda há uma grande incógnita sobre o que ocorre no interior. Não há dados confiáveis e precisos”, salienta o pesquisador. Segundo Lourenço, “os dados mais confiáveis são os dos institutos médico-legais”.

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